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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Fluidez

Era o fundo do mar.

Indecifrável, preenchido pelo silêncio de seu abandono.
Via-se restos de um navio naufragado, há tempos já esquecido.

A Âncora surgiu de repente, atravessou um mar de incertezas e mistérios rumo a um solo arenoso que talvez não lhe sustentasse... Fez-se uma nuvem de poeira quando ela fincou-se no solo.

As águas se moveram ruidosas e provocaram ondas na superfície que já lutava para manter-se serena ante o vento forte que agitava o mar.

Quando a Âncora cravou-se na terra, começou mais uma espera. Porque por menos inquieto que fosse o marinheiro, ela voltaria a ser içada.

E assim que a Âncora finalmente voltasse a tona, ante aplausos e alegrias, o fundo do mar voltaria a sua escuridão silenciosa. Mas a marca da Âncora permaneceria no solo até que as águas o remoldassem. Para a próxima Âncora.
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